Pular para o conteúdo

Conheça o Zero40: o ecossistema empreendedor de Juiz de Fora

Escrito por


Conectando e criando relações sólidas entre lugares diferentes

A palavra e o termo empreendedorismo está ficando cada vez mais conhecida e praticada. Segundo dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), aplicada no Brasil pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), cerca de 57% das pessoas entre 18 e 64 anos estão envolvidos com a criação do seu próprio negócio ou já possuem e tocam a sua própria empresa. Metade desses empreendimentos são relativamente recentes no mercado, com menos de três anos e meio de atividade.

O grupo juiz-forano Zero40, o ecossistema empreendedor, visa estimular o empreendedorismo, a inovação e o desenvolvimento econômico, social e tecnológico de Juiz de Fora, através da conexão entre os vários agentes locais.

Evento do Zero40.

Como o grupo ajuda um empreendedor?

Segundo Priscila Pinheiro, que compõe a organização do Zero40, o grupo contribui para estimular o crescimento do ecossistema empreendedor local. “Isso torna nossa cidade um espaço mais fértil para o surgimento e crescimento de novos negócios, principalmente ligados à inovação“, explica.

Gustavo Oliveira, também um dos organizadores, destaca que informação, facilitação e conexão pode ajudar a alavancar o negócio de um empreendedor. “O Zero40 informa sobre os eventos, cursos e palestras da comunidade, sobre empreendedorismo e técnicas, conhecimentos e inspirações; facilita a conexão com outros empreendedores para tirar dúvidas e conseguir conselhos; conecta empreendedores a ambientes como aceleradoras e coworkings e também a profissionais complementares para iniciar o negócio, destaca Gustavo.

Tiago Gouvêa, que integra a organização, destaca o trabalho do grupo: “O Zero40 não realiza eventos, ele apoia e incentiva as comunidades a organizarem. Desta forma, o grupo funciona como um hub, um centralizador que conecta todas as partes“, explica.

Equipe Zer40

 

Quem faz parte e quem pode fazer?

A rede Zero40 pode auxiliar pessoas interessadas em empreendedorismo, inovação e desenvolvimento econômico, social e tecnológico da cidade. Os integrantes são órgãos públicos, instituições de pesquisa e ensino, investidores, startups, aceleradoras, incubadoras, prestadores de serviços e empreendedores.

A proposta do grupo é fazer com que haja troca de conhecimentos, ideias, informações, experiências, criar conexões e ações para melhorar o cenário.

Integrantes do grupo participando de eventos e expondo o Zero40

Comunidade é sinônimo de atualização

O Zero40 é um ecossistema empreendedor da cidade e dentro dele há diversas comunidades que são a base para contatos e atualizações. Como afirma Tiago Gouvêa, as comunidades deram início ao Zero40. “Elas são a base para que as pessoas façam contatos, compartilhem conhecimento e se mantenham atualizadas. Para o Zero40 quanto mais comunidades existirem, melhor, e ele irá apoiar todas“, explica.

Conheça as comunidades:

GDGJF – Google Developers Group Juiz de ForaO Grupo de Desenvolvedores Google Juiz de Fora é para todos aqueles interessados na tecnologia para desenvolvedores do Google.

GBGJF – Google Business Group Juiz de ForaGoogle Business Group (GBG) é uma comunidade de pessoas que compartilham conhecimento sobre tecnologias web para o sucesso de negócios.

Café Digital:Tem por finalidade somar ideias e promover o desenvolvimento pessoal dos participantes e do mercado em Juiz de Fora e região.

MES – Meetup de Empreendedorismo Social: Grupo destinado a ajudar a crescer Negócios de Impacto Social com muita inovação e colaboração.

Encontro das Empreendedoras: Cerca de 800 mulheres já participaram do encontro, que está na 19ª edição. É um encontro de mulheres que se apoiam para o crescimento dos seus negócios. É um evento de networking orientado, que vai muito além daquela troca de cartão e apresentações chatas e frias comuns em alguns eventos.

Zero40 participando em BH do Evento #ocupaSebrae.

Mudanças pós-Zero40

Após a criação de um ecossistema empreendedor e pessoas cada vez mais participando das comunidades, é normal perceber uma mudança na visão e comportamento, ainda mais aquelas que possuem a verdadeira vontade de se tornarem empreendedoras.

Gustavo destaca que, após a criação do Zero40, as conexões entre os participantes aumentaram. “Hoje, muitas coisas estão sendo feitas em conjunto, os órgãos estão escutando cada vez mais e dando mais atenção ao empreendedorismo e mais eventos estão acontecendo com a participação dos empreendedores”, explica.

Tiago Gouvêa acredita que o grupo segue um fluxo de agregar novos mercados e oportunidades. “A cada dia novos programas surgem, novos negócios acontecem e a tecnologia, bem como os negócios digitais são o futuro, e estamos seguindo nesse ritmo“, explica.

Priscila Pinheiro foi responsável pela criação de algumas comunidades e afirma que o Zero40 só veio para somar. “O grupo trouxe pessoas novas, acesso a conhecimentos e a outros agentes do ecossistema. Outra mudança interessante é que o Empreendedorismo juiz-forano ganhou ainda mais destaque. A “marca” Zero40 já é reconhecida em meios empreendedores de outras localidades no Brasil. Participamos, inclusive, de um mapeamento feito pela Associação Brasileira de Startups. O que isso pode trazer de positivo: atrair novos investimentos, entrar no radar de programas de aceleração, e muito mais”, conta Priscila.

 

Mercado de Juiz de Fora

Muitas pessoas enxergam o mercado de trabalho de Juiz de Fora como reduzido e sem campo de atuação. Mas Tiago discorda dessa afirmação. “Uma startup em Juiz de Fora pode vender para o mundo todo. As empresas da cidade precisam aprender a expandir seu ponto de vista, buscar novos mercados para onde crescer”, conta. 

Gustavo compartilha da mesma opinião. “Percebemos que há falta de profissionais para as empresas daqui“, explica.

Priscila também discorda e ainda dá a dica: “Há o cenário de desemprego no país e em algumas áreas realmente não há vagas, mas trabalho sempre tem. Por isso é importante investir em educação empreendedora, aprender a ver os desafios como oportunidades e se qualificar sempre. Inclusive, dá pra ser um intraempreendedor, que é alguém que empreende dentro da empresa em que trabalha. Pessoas com essa capacidade normalmente conseguem crescer na carreira e tem mais oportunidades de trabalho. Empreendedorismo não é só sobre criar um negócio. É ter uma mentalidade de geração de valor: saber identificar e criar soluções criativas para os desafios“, explica Priscila.

Empreendedorismo não é só sobre criar um negócio. É ter uma mentalidade de geração de valor: saber identificar e criar soluções criativas para os desafios

 

Quer fazer parte do Zero40 ou de alguma comunidade?

Se você tem vontade de empreender ou deseja entender mais sobre o assunto, basta ficar de olho no SITE do Zero40, na página no Facebook ou também nas páginas das comunidades. Mas Priscila explica: “O primeiro passo é estar disposto a contribuir e colocar a mão na massa. O Zero40 é um espaço de colaboração, soma, construção“.

 

Quer empreender ou inovar? Confira as dicas dos profissionais

 

Gustavo Oliveira: “Procure iniciar por algum problema que você entende, algo que você sente na pele e que também seja problema ou necessidade de diversas outras pessoas, ainda há muita coisa para ser resolvida. Ter resiliência, e buscar conhecimento constantemente é muito importante. Se cercar de pessoas complementares e participar de eventos onde outros empreendedores possam lhe ajudar com conselhos e dicas também ajuda e encurta o caminho. E, sobretudo, concluir as coisas, uma de cada vez, validando sempre o caminho.”

 

Tiago Gouvêa: “Aprenda sobre o mercado, conheça os empreendedores e busque parcerias. Não se feche. Visite as comunidades, troque ideias e vá em frente!”

 

Priscila Pinheiro: “Comece como você pode, com o que você tem agora. Não espere condições ideais porque elas não vão chegar. Uma boa forma de começar é se conectando com quem já está empreendendo, buscar conhecimento e principalmente não focar só no que você tem a oferecer, mas sim em resolver problemas, dores e necessidades das pessoas. Isso é empreender.”

 

 

 

Por: Ana Clara Turchetti