Pular para o conteúdo

JUIZ EM CENA: Fique por dentro da agenda do teatro de Juiz de Fora pelo perfil no Instagram

Escrito por


O palco também está presente na rede social 

Fugindo da divulgação comum e deixando todos informados sobre a programação do teatro local. Esse é o papel do perfil no Instagram “Juiz em Cena“, criado por Marina Metri, Gustavo Burla e outros nomes do teatro local.

Perfil Juiz em cena

Segundo os integrantes, o nome “Juiz em Cena” significa que o Juiz não está de Fora (fazendo uma brincadeira com o nome de nossa cidade), ele está em cena. Marina e Gustavo contam que a ideia do perfil nasceu em conversas durante reuniões do Fórum de Artes Cênicas. “Existem vários canais de divulgação dos eventos artísticos em Juiz de Fora, mas todos cuidam do macro, abordando todas as formas, ou do micro, como as ações de divulgação dos grupos, das pessoas e dos locais. O Juiz em cena se propõe a ser uma interseção, agregando as artes cênicas“, explicam os participantes.

 

Logo o Instagram?

O Instagram conta com, aproximadamente, cerca de 800 milhões de usuários ativos por mês no Brasil. Segundo Marina e Gustavo, o canal foi escolhido por ser diretamente relacionado com imagem. “Teatro, etimologicamente, é “lugar de ver”. A rede social mais popular que tem a imagem como centro é o Instagram. Pensamos em um aplicativo também, o que não está descartado e existe um formato (se alguém quiser apostar na ideia, vamos conversar), mas o Instagram se mostrou mais fácil de ser criado, sobretudo porque é mais fácil de atingir o público: seguiu e pronto, tá informado“, contam.

Planos futuros

Juiz em cena” já deu o spoiler: o perfil tem planos para o futuro envolvendo mais pessoas e outros canais de comunicação. “Da mesma forma como o perfil não foi criado apenas por nós, ele pode e deve ser gerenciado por diversas pessoas. Já sobre um outro canal, a proposta inicial do aplicativo ainda não está descartada, porém é mais complexa e não cabe no tempo que temos (por enquanto). Mas nele pensamos em expandir para além das artes cênicas, com outras pessoas de outras áreas. Ali também teria espaço para outros formatos, como crítica. Mas é possível que essa crítica, ou pelo menos textos mais amplos sobre a cena local, aconteça em um site, mas isso ainda é segredo”, contam os integrantes.

 

Divulgue sua peça

Para que sua peça ou evento teatral seja publicado no “Juiz em cena” basta enviar imagem e informações básicas do evento (Peça, data, hora, local e foto) para o e-mail: juizemcena@gmail.com. “Se for espetáculo, oficina, debate, reunião da classe, a proposta é que entre no perfil. Na maioria das vezes, repostamos material dos Instagrans de grupos e espaços, pois a propostas do Juiz em cena não é gerar conteúdo, mas concentrar a divulgação de conteúdo para facilitar o acesso à informação. Tudo bem objetivo“, explicam Marina e Gustavo.

 

Envolvimento com o teatro

Sim, eles são apaixonados por teatro e como dizem: “O teatro é uma armadilha, quem começa a fazer dificilmente consegue abandonar, pelo menos sem frustração“. Eles contam que ambos vieram do Grupo Divulgação, mas de tempos diferentes. “Foi no Divulgação o primeiro contato e a grande escola. Depois fizemos teatro em outros grupos (Marina nos Sentenciados, onde Burla trabalhou na técnica de algumas apresentações; Burla no T.O.C. e tem o Projeto Hupokhondría, que conta história em distintos formatos, inclusive teatro) e seguimos, cada um à sua maneira, buscando manter esse envolvimento, com pesquisas, leituras, prosas, oficinas e como plateia”, explicam.

Marina Metri e José Luiz Ribeiro na peça “Cuidados de Amor”. Foto: Jesualdo Castro (2014).
Gustavo Burla em “Rolhas”, exibição de Cenas Curtas. Foto: Divulgação/Juiz em cena

O teatro em Juiz de Fora

Segundo a dupla, eles percebem que o teatro na cidade está evoluindo. “Temos sentido uma maior união entre os artistas teatrais de Juiz de Fora faz uns anos. Cada um tem sua pesquisa, sua forma de fazer teatro, mas isso não impede o diálogo sobre fazer teatro local. Talvez isso se deva a uma dificuldade crescente de público, por diversos motivos, como a facilidade em se fazer tudo de casa e até o medo de sair dela. Observamos que as pessoas têm se envolvido cada vez menos em eventos presenciais. Os teatros têm sofrido com isso, pois precisam do público para sobreviver, tanto pela vida que ele traz quanto pela bilheteria, porque os investimentos públicos têm diminuído e não se espera aumentos nas gestões vindouras”, dizem.

Marina e Gustavo destacam que o Juiz em cena vem, também, para divulgar o “ATO de rebeldia“, edição deste ano da mostra de artes cênicas organizada pela classe teatral. “Um dos motivos da criação do perfil foi, também a frustração, como a expectativa de prometidos Festival de Teatro, Lei Murilo Mendes e um (talvez) Corredor Cultural que deveria ter acontecido em maio e foi empurrado para dezembro sem muitas explicações“, dizem.

O que precisa melhorar? 

Sobre as melhoras que precisam ocorrer na cena local, Marina e Gustavo destacam que o diálogo entre os artistas precisa ser mais intenso e eles já estão no caminho. “Para ampliar esse contato, duas rodas de conversas vão acontecer no “ATO de rebeldia” (dias 1° e 8 de dezembro, ambos na Estação Palco) para falar de propostas para a integração maior dessa classe e também de qual a relação dela com o Teatro Paschoal Carlos Magno, do qual sequer sabemos da agenda. A Funalfa tem que entender que precisa trabalhar em parceria com os artistas, ou perde sua finalidade e entra, em outros níveis, na lista das secretarias e ministérios inúteis. Uma força conjunta dos artistas locais (não apenas das artes cênicas) pode ajudar a resolver o outro problema, que é a falta de público“, destacam Marina e Gustavo.

 

Por: Ana Clara Turchetti