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Dia das Mães: Confira alguns nomes que merecem destaque

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Luta, vitória e amor

Dia das mães está chegando, mas como dizem, todos os dias é dia das mães. Muitas histórias se assemelham com a de nossas mãezonas e por isso, selecionamos algumas que merecem ser contadas.

E já sabe, se conhecer alguma história bacana sobre mães e seus filhos, conta pra gente. Dia das Mães: histórias de mães e seus filhos que são emocionantes

Dia das Mães: Confira alguns nomes que merecem destaque

 

Lucinha Araújo

Maria Lúcia da Silva Araújo ou Lucinha Araújo é mãe de Cazuza. O cantor descobriu, em 1989, que era soropositivo. A partir dessa revelação, ele ajudou a criar consciência em relação à doença e aos efeitos dela.

Após quatro meses fazendo um tratamento alternativo em São Paulo, Cazuza foi para os Estados Unidos, ficando internado até março de 1990. Após isso, o cantor voltou para o Brasil e faleceu em julho do mesmo ano, aos 32 anos, vítima de um choque séptico causado pela AIDS.

Após a morte do cantor, Lucinha fundou a Sociedade Viva Cazuza, com o objetivo de prestar assistência a crianças carentes portadoras do vírus da AIDS, assistência social a pacientes adultos e difundir informações científicas sobre a doença. Hoje em dia, o projeto é referência em AIDS pediátrica no Brasil.

Lucinha Araújo também escreveu dois livros: “O Tempo Não Para” e “Cazuza – Só as Mães São Felizes”. Os livros não foram um grande sucesso, mas os direitos autorais de ambos foram doados inteiramente para a ONG.Dia das Mães: histórias de mães e seus filhos que são emocionantes

 

Glória Maria

Glória Maria adotou suas duas filhas, Maria e Laura. A jornalista conta que nunca pensou em ser mãe, pois tinha o trabalho como filho. Mas em seu primeiro casamento o pensamento chegou, porém veio por parte de seu marido, que tinha muita vontade de ser pai.

Glória Maria contou que por causa disso, deu o braço a torcer, fez tratamentos para engravidar, mas depois de um ano sem resultados e com o casamento no fim, desistiu de tentar. Segundo a jornalista, o término do relacionamento foi basicamente pela ausência dos filhos.

Mas a vontade real chegou quando ela foi fazer um trabalho na Índia, com monges e mendigos. Lá, ela se deparou com crianças carentes, até mesmo de amor. Com vontade em ajudar, Glória foi trabalhar em um abrigo em Salvador e conheceu suas futuras filhas.

Ela contou, em entrevista ao programa Altas Horas, que sua filha Maria, ainda muito pequena, sempre tentava mamar. “Eu dava meu peito para ela e claro não tinha leite, mas ela de todo dia fazer, um dia saiu leite”, conta.

A jornalista conta que conversou com pediatras e ginecologistas e eles explicaram que existem casos que, por causa de hormônios, isso pode acontecer. “Comigo isso aconteceu e foi o momento mais bonito da minha vida”, diz Glória Maria.

Ela ainda diz que já conversou com as meninas sobre elas serem adotadas. “Elas têm apoio terapêutico, e desde pequenininhas, sabem que saíram do meu coração. A nossa ligação é baseada na verdade”, disse Glória Maria.Dia das Mães: histórias de mães e seus filhos que são emocionantes

 

Angelina Jolie

A atriz Angelina Jolie é mãe de seis filhos, três adotivos e os outros três biológicos, fruto de seu casamento com Brad Pitt.

O primogênito da família é Madoxx, que nasceu no Camboja e foi adotado com menos de 1 ano. Ele chegou a participar com a mãe do longa “First They Killed My Father” (Primeiro eles mataram meu pai), produção para a Netflix sobre o genocídio que ocorreu no Camboja na década de 1970.

O segundo é Pax Thien, que nasceu no Vietnã e foi abandonado em um hospital local por sua mãe biológica. Foi adotado pelo casal quando tinha quatro anos de idade. Pax ajudou na produção do filme “First They Killed My Father”, ao lado do irmão Madoxx, colaborando com pesquisas e opiniões nos bastidores.

Zahara Marley é da Etiópia e chegou na família com apenas seis meses de vida.

Em maio de 2006, nasceu Shiloh Nouvel Jolie-Pitt, a primeira filha biológica do casal. Shiloh sempre se identificou como menino, e desde os três anos ela se recusava a usar roupas femininas.Recentemente, Shiloh pediu para ser chamada de John, pedido aceito pelos seus pais e defendido por eles.

O casal de gêmeos Knox Léon e Vivienne Marcheline nasceu em Nice, na França, em 12 de julho de 2008, completando o sexteto Jolie-Pitt.

Em 2014, Angelina e Brad se casaram, depois de 10 anos juntos. A marca italiana Versace se encarregou de confeccionar o vestido da atriz. Mas como são os detalhes que fazem a diferença, a grinalda de Angelina foi personalizada pelos filhos, com desenhos.

Os filhos também tiveram participação especial. Segundo informações, os dois meninos mais velhos, Maddox e Pax conduziram a mãe ao altar, Zahara e Vivienne foram as daminhas, e Shiloh e Knox carregaram as alianças. As crianças também ajudaram os pais a escrever os votos. Pax, ainda por cima, ficou com a missão de cozinhar o bolo.Dia das Mães: histórias de mães e seus filhos que são emocionantes

 

Margareth Thatcher

Margareth Thatcher foi a primeira mulher a se tornar primeira-ministra do Reino Unido, se mantendo no cargo por mais de 10 anos, quando em 1990 renunciou ao mandato.

Conhecida como Dama de Ferro por ter resistido a um atentado em 1984, por criticar fortemente a União Soviética e por sua oposição aos sindicatos. Enquanto era líder do governo, foi determinada em reverter a situação de declínio nacional que seu país estava.

Atuou na flexibilização do mercado de trabalho e na privatização de empresas estatais. Além disso, Thatcher foi mãe dos gêmeos, Carol e Mark.Dia das Mães: histórias de mães e seus filhos que são emocionantes

 

Guadalupe Pérez

A professora Guadalupe Pérez tem 58 anos. Ela é mãe de dez filhos e obteve o doutorado em História na Universidade de Valencia. Ela obteve o título com a maior qualificação possível.

Segundo informações da Arquidiocese de Valencia, Guadalupe decidiu iniciar o doutorado quando seu filho mais novo tinha quatro anos. Durante um seminário, ela disse: “Ter uma família numerosa de dez filhos não é um conto de fadas nem um paraíso, mas com a fé e com a liberdade que isso oferece, meu esposo e eu decidimos assumir o desenho da família que Deus pensou para nós”, contou Guadalupe.Dia das Mães: histórias de mães e seus filhos que são emocionantes

 

Jer Bulsara

Jer Bulsara, mãe de Freddie Mercury, morreu em 2016, com 94 anos. Ela nasceu em Gujart, na Índia, quando o país ainda era colônia britânica, e emigrou junto com o marido, Bomi, para Zanzibar, na Tânzia, onde nasceu o músico.

O guitarrista de Queen, Brian May, compartilhou em seu website, que ela morreu em paz, durante o sono. Disse que Jer era uma mãe dedicada a Freddie e como o filho, tinha sempre um brilho nos olhos. Ele disse que conheceu Jen há mais de 50 anos e sempre foi muito ocupada e cheia de otimismo, que desde aquela época ela possuía enorme orgulho de seus filhos, Freddie e Kashmira.

Brian contou um pouco da personalidade de Jer, dizendo que ela era uma esposa devota ao marido e vivia sob a fé Zoroastrista, mas tinha o espírito independente e um forte senso de humor.

O guitarrista contou que o pai de Freddie tinha dificuldades em aceitar o caminho do filho, devido a fé, mas a mãe sempre o apoiou e era uma seguidora feroz do progresso como banda, indo nos shows sempre que eram próximos e com muito entusiasmo.

Já encerrando a homenagem, Brian disse que após a morte de Freddie, os integrantes do Queen sempre consultavam Jen sobre o trabalho que eles estavam fazendo.Dia das Mães: histórias de mães e seus filhos que são emocionantes

 

Rita Lee

Mãe de três filhos, João, Beto e Antônio, a cantora Rita Lee é um ícone para a música brasileira. No lançamento de seu livro “Rita Lee: Uma Autobiografia”, em 2016, o filho Beto contou que conhece todas as histórias de cabo a rabo, mas claro, contadas com muito humor, que é uma das marcas registradas de Rita.

Beto, que é pai de Izabella, de 10 anos, afirma que Rita Lee é uma avó bem coruja e nada convencional. “Ela é uma figura! Principalmente com uma menina. Ela criou três moleques e dá uma certa leveza. Faz a avó louca, dá paparicada, mas dá uma esculhambada na Barbie. Uma avó não ortodoxa“, disse Beto.

Em entrevista ao programa “Conversa com Bial”, Rita afirmou que quando Izabella nasceu, ela decidiu abandonar as drogas e a bebida. “Estou limpa há 12 anos. Canalizei minha energia e estou achando muito louco esse negócio de ser careta”.Dia das Mães: histórias de mães e seus filhos que são emocionantes

 

Eliane Brum

A jornalista e escritora Eliane Brum foi mãe aos 15 anos, quando nasceu Maíra. Em uma entrevista, a jornalista conta que morou longe da filha durante os dois primeiros anos, pois precisava fazer faculdade, e só via Maíra durante os finais de semana.

Eliane e Maíra foram para Porto Alegre e a rotina era cansativa. “Às 5h30 da manhã acordava minha filha e pegávamos dois ônibus até a escola. Às vezes eu tinha de colocá-la por cima do muro, porque precisava pegar mais três ônibus para ir até o jornal, onde eu começava às 8h. Ela ficava lá, sozinha, com seis anos. Quando ia cobrir alguma coisa mais longe, não conseguia voltar a tempo para pegá-la na escola. Lembro de estar com água pela cintura, numa enchente, ligando de um orelhão para uma lista de amigos, para tentar encontrar alguém que buscasse a Maíra na escola, à noite”, conta Eliane.

A jornalista, porém, diz que a vida era complicada, mas que é a realidade de muitas mulheres pelo Brasil. Ela ainda diz: “Como mãe, eu fiz o melhor possível. Não sei se foi o suficiente para a Maíra, mas a vida é como é”.

Eliane Brum publicou seis livros, participou de coletâneas de crônicas, contos e ensaios. Dirigiu documentários e filmes, e possui uma enorme lista de prêmios nacionais e internacionais de reportagem, como Esso, Vladimir Herzog, Ayrton Senna, Líbero Badaró, Sociedade Interamericana de Imprensa e Rei de Espanha.

Em 2008, recebeu o Troféu Especial de Imprensa ONU, “por tudo o que já fez e vem realizando em defesa da Justiça e da Democracia”. Foi três vezes reconhecida, em votação da categoria, com o Prêmio Comunique-se. Por cinco vezes ganhou o Troféu Mulher Imprensa. Recebeu três vezes o Prêmio Cooperifa, “por ajudar, com suas ações, a construir uma periferia melhor para viver”, e o Prêmio Orilaxé, do grupo AfroReggae, concedido a pessoas e entidades que, com seu trabalho, têm conseguido “mudar a realidade, melhorando a qualidade de vida das pessoas e do planeta”.Dia das Mães: histórias de mães e seus filhos que são emocionantes

 

Neyde Senna da Silva

A mãe de Ayrton Senna é uma das pessoas responsáveis pelo Instituto Ayrton Senna, órgão que foi fundado pela família do piloto, em novembro de 1994. A fundação possui como objetivo desenvolver o ser humano, preparando para a vida, em todas os âmbitos.

A Instituição, hoje, é presidida pela irmã de Senna, Viviane Senna, e é uma das empresas de âmbito esportivo mais bem sucedida do país. Além da organização, há um memorial com fotos e objetos que marcaram a carreira do piloto.

Neyde conta que ela separou os materiais e que trabalhar no local faz bem a ela. “Isso me ajuda bastante. Eu nunca havia trabalhado fora. Depois do acidente, a Viviane falou que nós tínhamos que fazer o que ele queria. A partir daí, começamos a trabalhar. Me faz até falta, minha vida é isso aqui”, resume Neyde.Dia das Mães: histórias de mães e seus filhos que são emocionantes

 

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Por: Ana Clara Turchetti