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17 nomes femininos que já foram usados em músicas brasileiras

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Jenifer não foi uma exclusividade

Não há como negar que a música “Jenifer” é, atualmente, a música mais ouvida e tocada do Brasil. No Spotify ocupa a primeira colocação das mais tocadas no país e no YouTube já possui mais de 104 milhões de visualizações.

Mas essa não é a primeira, e nem a última música, a possuir uma “musa” inspiradora. Sabemos que os compositores possuem inspirações em pessoas e situações e algumas vezes, a história fala mais alto e acabam acrescentando o nome da inspiração na letra.

Nomes em músicas - Jenifer é sucesso no Brasil
Gabriel Diniz estourou no país com a música “Jenifer”.

Nomes que você só conheceu por músicas

 

Parece que os compositores brasileiros se empolgaram e diversas músicas receberam o nome das inspirações. E olha, são muitas! Confira e veja se tem alguma com o seu nome.

 

Jenifer – Gabriel Diniz

Ah se você chama Jenifer! Aposto que alguém já fez alguma piada com você. Nós já contamos a história dessa música e falamos se a Jenifer é real ou não.

 

Camila, Camila – Nenhum de Nós

A música foi composta por Thedy Correa, em meados de 1987. Foi com “Camila, Camila” que a banda Nenhum de Nós chamou atenção da gravadora BMG Ariola e fechou contrato para lançar o primeiro disco da carreira. Thedy já confirmou que a música retrata o assédio e violência contra a mulher, e numa época que não se falava sobre o assunto.

A música foi inspirada em um caso real, baseada na história de uma amiga em comum dos integrantes, que enfrentou em um relacionamento. “Ao tomar conhecimento dessa situação, resolvemos escrever uma canção que abordasse o tema em tom de denúncia”, comenta o cantor“, confirma Thedy.

 

Natasha – Capital Inicial

“Era Ana Paula, agora é Natasha”. A música composta por Alvin L. e Dinho Ouro Preto estourou em 2001, se tornando o grande sucesso da banda na época. Nesse mesmo ano, Capital Inicial se apresentou na terceira edição do Rock in Rio, para um público de aproximadamente 250 mil pessoas. Com “Natasha”, a banda conseguiu alcançar 1 milhão de discos vendidos.

Os compositores nunca explicaram se Natasha realmente existiu, se foi inspirada em alguém, mas o que não faltam na internet são interpretações da canção.

 

Carla – LS Jack

A música foi um dos grandes sucessos da banda LS Jack. A faixa integrava o álbum V.I.B.E.: Vibrações Inteligentes Beneficiando a Existência, lançado em 2002.

Segundo alguns blogs, o vocalista da banda, Marcus Menna, fez a canção inspirada em sua ex-esposa, Carla. Ele não tinha a intenção de colocar o nome dela na faixa, porém o produtor e o grupo insistiram e ele acabou cedendo.

Menna sofreu uma parada cardiorrespiratória em 2004, provocada por uma lipoaspiração. Desde então, ele vem se reerguendo e retomando a carreira.

 

Jéssica – Bebeto

Você até pode ter achado que foi uma inspiração para a música “Jenifer”, mas “Jéssica” foi gravada em 1991, no álbum 20. A faixa foi o grande hit da carreira de Bebeto, composta pelo paulistano Tatá e foi gravada também por Biro do Cavaco.

Na época em que foi lançada, os pais que estavam “grávidos” foram inspirados pela música e muitas meninas foram chamadas de Jéssica.

 

Anna Júlia – Los Hermanos

Em 1999, “Anna Júlia” estourou no Brasil. O single foi inspirado em uma Anna Júlia real, a jornalista Anna Julia Werneck. Tudo começou com uma paixão platônica de Alex Werner, produtor da banda, por Anna. Como Alex era muito tímido, Marcelo Camelo escreveu a letra para ajudar o amigo.

Em abril de 1999, a banda tocou a música pela primeira vez em um show, no Rio de Janeiro, para 200 pessoas. Anna Julia e Alex ficaram juntos apenas uma vez.

Com “Anna Júlia”, Los Hermanos era presença garantida em programas da TV e em shows pelo país. O disco, de mesmo nome da música, chegou a vender 300 mil cópias e o hit foi reproduzido em diversos ritmos, até virou axé nas micaretas.

 

Milla – Netinho

Em 1996, Netinho gravou “Milla”, composta por Tuca Fernandes e Manno Góes. A canção foi cantada por todo Brasil e foi regravada em mais de oito línguas, incluindo o russo.

A Milla é real e a história é bem parecida com a letra. Manno Góes contou em uma entrevista ao Fantástico que, durante os verões de 1986 e 87, ele frequentava a cidade de Mar Grande. Lá tem um farol que vivia apagado. “Chegando no farol, dá para ver um moinho abandonado que existe até hoje. Numa dessas idas à cidade, conheci uma menina (Milla). Namoramos por pouco tempo, pois ela tinha que se mudar para Recife. Anos depois, ela foi morar em meu prédio (O destino trouxe ela de volta para o meu cais)“, explicou Mano.

 

Dani – Biquíni Cavadão

A Dani também existiu, mas os compositores não a conheciam muito bem. Como assim? Alvaro, Bruno, Miguel, Manno Góes e Carlos Coelho estavam em um bar e precisavam escrever uma nova letra. Perguntaram o nome de uma funcionária do estabelecimento e ela respondeu: “Dani”. Em pouco tempo, o esboço da música estava pronto.

Depois de algum tempo, Coelho apresentou a canção para a apresentadora Dani Monteiro, que gostou tanto da música que pediu para usar em seu programa de televisão, “Caminhos da Aventura”, da TV Globo. Depois disso, a música ganhou mais versos e tornou-se um hit.

 

Janaína – Biquíni Cavadão

“Janaína” também é um pouco verdadeira. A personagem existe, mas se chama Ruth. Bruno conta que estava conversando com a ajudante da casa, de mais de 60 anos. “Ela falou que para chegar no trabalho, acordava todos os dias às 4h30 da manhã. Pensei nas mulheres que lutam cada vez mais neste país”, conta o cantor.

Já o nome, veio de uma mania de Bruno em brincar com as palavras enquanto dirige. Quando ele percebeu, boa parte da letra estava pronta.

 

Solange – Léo Jaime

“Solange” foi escrita na época da ditadura e censurada. Segundo Leo Jaime, a personagem era Solange Hernandez, que dirigiu a Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP), de 1981 a 1984, e conquistou fama pela dureza. A música foi uma versão para a faixa da banda The Police, “So Loney”.

 

Beatriz – Chico Buarque 

Beatriz foi difícil de nascer. Chico Buarque recebeu um pedido de composição de Edu Lobo, que foi finalizado em 1982. A ideia de Chico era Agnes, uma equilibrista, com inspiração em “O Grande Circo Místico”, escrito por Jorge de Lima.

Mas segundo Chico, quando ele estava fazendo as letras para as músicas de Edu Lobo, no balé “O Grande Circo Místico” e havia um tema para a equilibrista que ele não conseguia solucionar. “No poema de Jorge de Lima, a equilibrista se chamava Agnes, que aliás é um belo nome, mas a letra não saía. Então troquei Agnes por Beatriz, transformei a equilibrista em atriz e coloquei-a no sétimo céu, em homenagem à Beatrice Portinari, de Dante”, diz Chico Buarque.

Quem interpretou a canção foi Milton Nascimento.

 

Carolina – Seu Jorge

A música “Carolina” foi inspirada em uma ex-namorada de Seu Jorge e foi lançada em 2003.

 

Samba Juliana – Raça Pura  

No final da década de 1990, a banda Raça Pura atormentou a vida de todas as Julianas do Brasil e aposto que até hoje algumas ainda devem escutar piada com essa música.

Motivos para a música? Não foram revelados.

 

Clara – Caetano Veloso

Caetano Veloso também possui uma músicas com nome feminino. O motivo da inspiração nunca foi comentado, mas o cantor possui uma irmã chamada Clara, será que é por isso?

 

Renata  – Latino 

Coitadas das Renatas do Brasil! Latino e Dalmo Beloti se inspiraram em uma história verídica de um grande amigo do cantor que viveu uma desilusão amorosa.

 

Bete Balanço – Barão Vermelho

Composta por Roberto Frejat e Cazuza, a música foi lançada em 1984. Ela se tornou uma das canções de maior sucesso da banda e um clássico do rock nacional, sendo, também, uma das mais regravadas do Barão Vermelho.

 

Refrão de Um Bolero – Engenheiros do Hawaii

Humberto Gessinger nunca comentou sobre quem era Ana, que faz parte do refrão da música. O que se sabe é que Ana era de Porto Alegre e suspeita-se de que Humberto se apaixonou por ela.

 

Vem Todo Mundo – Mr. Catra

Mr. Catra foi sucinto e resumiu a história: Vem todo mundo!

Lembrando que essas são apenas algumas músicas! Mais qual você conhece?

 

 

Tags:jenifer
Por: Ana Clara Turchetti